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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Aula experimental - Português



No dia 25 de Fevereiro, estaremos oferecendo uma aula experimental de Português para concursos. Venha conhecer melhor nossa escola e nossa professora!!!

Vagas limitadas, inscrição aqui: http://miud.in/1AoJ



quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Entenda o uso correto de cada uma das formas dos ‘porquês’



Caso 1 – PORQUE, POR QUE, PORQUÊ ou POR QUÊ?

1)    PORQUE é conjunção causal ou explicativa:
“Ele viajou, porque foi chamado para assinar contrato.”
“Ele não foi, porque estava doente.”
“Abra a janela porque o calor está insuportável.”
“Ele deve estar em casa porque a luz está acesa.”

2)    PORQUÊ é a forma substantivada (=antecedida de determinativo: artigos “o”, “um” ou pronomes “este”, “aquele”…):
“Quero saber o porquê da sua decisão.”
“A professora quer um porquê para tudo isso.”
“Ninguém entendeu aquele porquê.”

3)    POR QUÊ = antes de pausa, no fim de frase:
“Parou por quê?”
“Ele não viajou por quê?”
“Se ele mentiu, eu queria saber por quê.”
“Eu não sei por quê, mas a verdade é que eles se separaram.”
“Quero saber por quê, onde e quando?”

4)    POR QUE
a)    em frases interrogativas diretas ou indiretas:
“Por que você não foi?” (=pergunta direta)
“Gostaria de saber por que você não foi.” (=pergunta indireta)
b)    quando for substituível por POR QUAL, PELO QUAL, PELA QUAL, PELOS QUAIS, PELAS QUAIS:
“Só eu sei as esquinas por que passei.” (=pelas quais)
“É um drama por que muitos estão passando.” (=pelo qual)
“Desconheço as razões por que ela não veio.” (=pelas quais)
c)    quando houver a palavra MOTIVO antes, depois ou subentendida:
“Desconheço os motivos por que a viagem foi adiada.” (=pelos quais)
“Não sei por que motivo ele não veio.” (=por qual)
“Não sei por que ele não veio.” (=por que motivo – por qual motivo).

Caso 2 – MAL ou MAU?

1)    MAU é um adjetivo e se opõe a BOM:
“Ele é um mau profissional.” (x bom profissional);
“Ele está de mau humor.” (x bom humor);
“Ele é um mau caráter.” (x bom caráter);
“Tem medo do lobo mau.” (x lobo bom);

2)    MAL pode ser:
a)    advérbio (=opõe-se a BEM):
“Ele está trabalhando mal.” (x trabalhando bem);
“Ele foi mal treinado.” (x bem treinado);
“Ele está sempre mal-humorado.” (x bem-humorado);
“A criança se comportou muito mal.” (x se comportou muito bem);
b)    conjunção (=logo que, assim que, quando):
“Mal você chegou, todos se levantaram.” (=Assim que você chegou);
“Mal saiu de casa, foi assaltado.” (=Logo que saiu de casa);
c)    substantivo (=doença, defeito, problema):
“Ele está com um mal incurável.” (=doença);
“O seu mal é não ouvir os mais velhos.” (=defeito).

1. S ou SS ou Ç? Terminações: -SÃO ou -SSÃO ou -ÇÃO?
1.1. Substantivos derivados de verbos terminados em -GREDIR, -MITIR e -CEDER >> -SSÃO.
agredir >> agressão
progredir >> progressão
regredir >> regressão
admitir >> admissão
demitir >> demissão
omitir >> omissão
ceder >> cessão
conceder >> concessão
suceder >> sucessão

1.2. Substantivos derivados de verbos terminados em -ENDER, -VERTER e -PELIR >> -SÃO.
apreender >> apreensão
compreender >> compreensão
pretender >> pretensão
converter >> conversão
reverter >> reversão
subverter >> subversão
expelir >> expulsão
impelir >> impulsão
repelir >> repulsão

1.3. Substantivos derivados dos verbos TER e TORCER >> -ÇÃO.
ater >> atenção
reter >> retenção
deter >> detenção

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A nível de ou em nível de: qual é o certo?



Reinaldo Passadori ensina como não errar feio quando tais expressões entram em cena



Sabemos que precisamos equilibrar a formalidade e a informalidade quando se trata do uso da linguagem. No momento que escolhemos ser formais, significa que o ambiente pede a escolha mais adequada das expressões verbais e não verbais.
Falo sobre isso porque ao participar de uma reunião, vivenciei a seguinte cena: um jovem executivo foi questionado sobre os resultados de sua área, então o fatídico erro com o uso da língua portuguesa aconteceu quando ele respondeu: “a nível de reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo, mas em nível de receita, não atingimos a meta”.
A expressão usada pelo jovem “a (em) nível de” é comum em situações informais, porém no ambiente corporativo, que nos encontrávamos, não é o recomendado e aceito. Além disso, essa locução não é aceita pelos nossos gramáticos, bem como a expressão em nível de.
A norma culta nos explica que na linguagem coloquial, as construções citadas acima têm significado aproximado de outras locuções, como “em âmbito”, “em termos de status”. Contudo, é melhor que o falante use palavras de sentidos indiscutíveis como “em relação a”, “em termos de”, para que não sofra constrangimentos em determinados ambientes sociais.
Então, quando optar pelo uso de orações como: “Em/A nível de capital, a Grécia está praticamente falida.”, diga: “A Grécia está praticamente falida, pois não tem capital.”


É importante ressaltar que o uso de “a nível de” está correto quando a preposição “a” está aliada ao artigo “o” e significa “à mesma altura”, exemplos:

a) Não posso dizer que quem mata está ao nível de pessoas que roubam, no que diz respeito às consequências.

b) Hoje, o Rio de Janeiro acordou ao nível do mar.
Da mesma forma, a expressão "em nível de" está utilizada corretamente quando equivale a "de âmbito" ou "com status de". Exemplos:
a) O plebiscito será realizado em nível nacional.
b) A votação da nova lei federal será feita em nível de direção.


A conclusão que devemos chegar é que as expressões por si não estão erradas, porém, o uso precisa estar alinhado ao contexto correto.




Reinaldo Passadori é CEO e fundador do Instituto Passadori – Educação Corporativa
Fonte: Exame.com


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Este, esta, esse ou essa: como usar?


Especialista mostra as diferenças entre os pronomes e como usá-los do jeito certo


Dedo duro

No mundo da informação é indiscutível que a língua escrita faz toda a diferença no momento da comunicação, pois, pode modificar uma mensagem dependendo da forma como é escrita. Pensando assim, procuro ser o mais pontual possível para que você entenda como usar esse, este, essa ou esta de modo a perceber de forma prática, a regra e sua aplicabilidade na fala, ou na comunicação escrita.

Veja abaixo as diferenças entre estas palavras pequenas e tão parecidas.

Vamos a uma breve definição: Pronome é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo. Quando acompanha, determina-o no espaço ou no contexto.

Os pronomes demonstrativos este, esta, estes, estas marcam a posição próxima de quem fala. 

Exemplo: "Este livro eu comprei em uma grande livraria".

Também podem marcar um tempo próximo ou simultâneo à fala.

Exemplo: "Estes têm sido os melhores anos de minha vida".

Indicam o que ainda vai ser dito.

Exemplo: "Minha opinião é esta: não há o que fazer".

 Entenda as diferenças 

Tanto para escrever como para falar, é importante diferenciar este de esse. O primeiro relaciona-se a quem está falando; o segundo, ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade.

"Compro esta casa (aqui)". O pronome esta indica que a casa está perto da pessoa que fala.

"Compro essa casa em sua cidade (aí)". O pronome essa indica que a casa está perto da pessoa com quem falo, ou distante da pessoa que fala.

O pronome este/esta também se refere ao tempo presente ou futuro muito próximo. 

Exemplo: "Esta noite vou ao cinema".

Já o pronome esse/essa refere ao passado ou futuro próximo.

Exemplo: "Nesse ano viajei a Londres".

Levando em consideração estas simples definições, acredito que após esta breve explicação, eu possa contribuir para a melhoria na escrita e na comunicação por si só.


Reinaldo Passadori

   


Reinaldo Passadori é CEO e fundador do Instituto Passadori – Educação Corporativa