quarta-feira, 28 de novembro de 2012

10 passos para estudar para concursos públicos


Conheça as dificuldades e desafios para quem se prepara para concurso.


Lia Salgado dá dicas de como organizar o tempo e a revisão do conteúdo.
Lia Salgado*Do G1, em São Paulo


1º PASSO: Como preparar um plano de estudo

Estudo para concursos públicos (Foto: TV Tem)
Ter clareza de quais são os horários de estudo – e quais não são – permite uma redução do nível de cobrança sofrido pelo candidato. Isso pode ser feito a partir da elaboração de um quadro mensal com as atividades obrigatórias que a pessoa tem a cada dia (trabalho, aulas e outros afazeres). Importante anotar ali feriados e compromissos eventuais já assumidos, para que fique evidente qual é o tempo disponível para o estudo.

A partir daí, considerando o tempo que será dedicado ao estudo, o candidato poderá distribuir as disciplinas, buscando colocar todas a cada semana ou, no máximo, a cada quinzena - para que nenhuma fique muito tempo sem ser vista -, lembrando de deixar intervalos a cada hora e meia ou duas horas de estudo.

Mas o quadro de estudo é um norteador, um ideal a se buscar. Não há motivo para desânimo caso algo saia do controle – isso é natural, afinal, a vida é dinâmica. De toda forma, o objetivo é sempre tentar cumprir da melhor forma possível a meta estabelecida.

2º PASSO: Quando aumentar (ou reduzir) o tempo de estudo

Um dos benefícios do quadro de horários é o candidato saber que o tempo de estudo tem hora de acabar, ou seja, é uma meta finita. Isso facilita o comprometimento.

Mas há situações em que o candidato está motivado e percebe que teria condições de estudar por mais tempo do que o estabelecido. Se isso acontecer regularmente, talvez seja o momento de aumentar um pouco o período de estudo no quadro de horários (desde que não comprometa horário de sono ou outros compromissos).

O inverso também pode acontecer: o candidato estabeleceu determinada duração para o estudo, mas observa que não consegue render ao final do período. Se isso acontecer regularmente, talvez seja melhor alterar o quadro de horários, reduzindo o tempo de estudo até ter reais condições de aumentá-lo novamente. Isso evitará a sensação de frustração por não cumprir a meta, que pode ter resultados desastrosos no longo prazo.

3º PASSO: Como vencer preguiça, cansaço, inércia e começar a estudar

Estudo exie muita concentração e disciplina
(Foto: TV Centro América/Reprodução)
O desejo de conquistar uma vida melhor já deveria ser o suficiente, mas sabemos que as coisas nem sempre funcionam assim. Além disso, muitas vezes o concurseiro trabalha o dia todo e precisa reunir forças para iniciar um segundo turno de atividade (estudar).

Ter uma meta estabelecida para o dia ajuda bastante - como um atleta que já sabe qual será o treino do dia. Para isso, a planilha de treinos é essencial e, no caso, dos concursos públicos, estamos falando do quadro de estudos com horários e matérias, que comentamos no “1º Passo”. É mais simples cumprir algo já definido do que decidir na hora, quando outros fatores podem interferir desfavoravelmente.

Assim, é preciso dar cada pequeno passo, um de cada vez, e evitar as distrações do caminho: acordar na hora combinada e fazer apenas o que for preciso para iniciar os estudos (alimentação, banho, troca de roupa). Para quem ainda não criou o ritmo, ligar computador ou TV antes do estudo é um risco enorme - o que o candidato imaginava serem apenas alguns minutos de pesquisa ou relaxamento tende a se prolongar indefinidamente e um período inteiro de estudo poderá ser perdido. O mesmo acontece para quem estuda à noite, após o trabalho.

Mas a preparação para concurso é similar à preparação de um atleta. O ritmo é construído com o tempo e com a continuidade. Ainda assim, há períodos em que o candidato está mais comprometido e outros em que fatores diversos interferem no cumprimento do plano. O importante é seguir sempre, em maior ou menor ritmo.

4º PASSO: Como manter o interesse durante os estudos

Quase todo candidato tem aquelas matérias preferidas – as que ele mais sabe - e as “odiadas” – aquelas que considera mais difíceis. O curioso é que, mesmo sabendo que a prova cobrará todas elas, o candidato termina estudando mais as que mais sabe e deixando para trás as outras. O plano de estudo ajuda a corrigir essa tendência e até a invertê-la: o ideal é dedicar mais tempo ao que menos se sabe.

Outro fator é que o cérebro obedece aos comandos recebidos, sem questionar. Então, é mais produtivo olhar para todas as matérias como passaportes para a vaga, sem carimbá-las com a marca da rejeição, que será captada pelo cérebro e só tornará tudo mais difícil.

O estudo dinâmico ajuda a superar as distrações e, para isso, a resolução de exercícios – com consulta – logo após a leitura da teoria faz com que o candidato compreenda melhor os conteúdos, perceba detalhes e inicie a fixação, tudo de forma natural.
Veja outras dicas para evitar as distrações durante os estudos

5º PASSO: Como não esquecer o que já foi estudado

Faça revisões no conteúdo (Foto: TV Globo/
Reprodução)
Quando o candidato chega ao fim de uma matéria – lembrando que sugerimos o estudo de todas as disciplinas do grupo, de forma paralela – deve voltar ao início sucessivas vezes, até a aprovação. Essa repetição levará à memorização definitiva dos conteúdos.
Mas, a cada retorno o procedimento deve ser modificado, a fim de manter o interesse e aprofundar o conhecimento. Assim, se na primeira vez o candidato apenas leu a teoria e fez exercícios didáticos de cada ponto, na segunda vez poderá repetir o procedimento anterior (teoria + exercícios) acrescentando a elaboração de fichas-resumo.

Essa é a etapa mais trabalhosa do estudo, mas é essencial, porque além de permitir a organização das informações já conhecidas, produz material valioso para revisões futuras.

6º PASSO: Como preparar o material para revisões

Depois que o candidato já tem alguma noção do conteúdo da disciplina, é possível sublinhar as informações mais importantes e, a partir daí, preparar fichas-resumo. A idéia é criar quadros, esquemas e itens que permitam ao candidato lembrar com facilidade a teoria estudada. Exceções e casos especiais devem ser ressaltados, bem como detalhes importantes, que ajudem na solução das questões de prova.

Todas as fichas devem ter o título da matéria e ser numeradas. Cada ficha deve ter o subtítulo do assunto. As informações devem ser colocadas de forma organizada, privilegiando o aspecto visual. O uso de cores diferentes é interessante, para ressaltar informações similares, mas é importante não poluir demais. Por exemplo: conteúdo básico em azul, exceções em vermelho, detalhes complementares a lápis. É prudente deixar espaço para inclusões futuras de novas informações, como veremos no “7º Passo”.

Vale lembrar que a proposta da ficha-resumo é bem diferente dos tradicionais resumos. Não se utilizam textos corridos, pontuações nem palavras que não sejam essenciais ao entendimento. A função da ficha é ajudar o candidato a lembrar informações que ele já conhece e, para isso, bastam palavras-chave.


Exemplo de fichas-resumo (Foto: Lia Salgado/Arquivo pessoal)

7º PASSO: Como saber se é preciso aprofundar mais nos estudos

Muitas vezes o candidato acha que sabe bem toda a teoria, mas sofre uma decepção quando vai fazer a prova do seu concurso. Isso porque não verificou o nível de profundidade exigido e não se preparou adequadamente.

A melhor forma de aferir se a abrangência e profundidade do estudo está suficiente é conhecer provas de concursos já realizados, para o mesmo nível de escolaridade e, se possível, para a mesma área de concurso.

De nada adianta utilizar provas muito antigas, porque é notória a diferença entre concursos muito antigos e os atuais em relação ao nível de complexidade das questões. Assim, o melhor é trabalhar questões de concursos realizados há até dois anos ou, no máximo, três.

Importante também estar atento a gabaritos que possam estar desatualizados, em razão de alterações nas disciplinas. Informática e legislação, por exemplo, sofrem constantes modificações, e há outras matérias que passaram por modificações pontuais, como auditoria e contabilidade.

O candidato já pode iniciar a resolução de algumas provas anteriores na segunda etapa de estudo, mas a prioridade naquele momento é a preparação das fichas.

8º PASSO: O que fazer para não esquecer o conteúdo que já você estudou



Resolva provas anteriores do concurso
(Foto: TV Globo/Reprodução)
A partir do momento em que uma disciplina estiver totalmente fichada, vai passar para a fase de manutenção - que continua até a aprovação -, para que o conhecimento adquirido não seja perdido.

Independentemente de como estejam outras matérias, no período de estudo da matéria já fichada o candidato deve, uma vez por mês, revisar todas as fichas. A partir daí, em todos os períodos seguintes destinados àquela disciplina, vai resolver provas anteriores e, desta vez, sem consulta. Após a conferência do gabarito, retornará às fichas para reler o assunto de cada questão. Caso as informações da ficha estejam incompletas, será necessário buscar mais uma vez a teoria no material de apoio (livros e anotações de aula) e incluir na ficha. Assim se garante que tudo o que já foi visto sobre aquela disciplina estará anotado e organizado num mesmo lugar.

Além disso, todo o conteúdo da matéria passa por revisões mensais completas e revisões pontuais a partir das provas. Dessa forma, os assuntos que costumam ser mais cobrados serão, naturalmente, mais revisados.

9º PASSO: Como incluir novas matérias no plano de estudos

Sabemos que a preparação para concursos públicos envolve um número razoável de matérias. Iniciar o estudo pelo grupo de disciplinas básicas permite que o candidato dedique mais tempo a poucas matérias e aumente rapidamente o seu conhecimento em relação àquele grupo.

Posteriormente, poderá reduzir um pouco o tempo dedicado ao grupo inicial a fim de liberar horas de estudo para, gradativamente, incluir outras disciplinas, sem abandonar as primeiras. Esse procedimento é sucessivo, de modo que o candidato vai passando algumas disciplinas para a fase de manutenção e acrescentando novas, até ter condições de estudar todo o conjunto necessário, que pode chegar a até 20 matérias, simultaneamente.



Estudo pode chegar a até 20 matérias diferentes
(Foto: Reprodução/TV Tem)

10º PASSO: Observe os pontos fracos e corrija a estratégia

Qualquer projeto de médio/longo prazo exige ajustes de estratégia durante o percurso e não seria diferente na preparação para concurso público. Tal providência deve ser adotada durante todo o tempo. A cada mês o candidato deve traçar novas metas, e preparar novo quadro de horários, com base na observação de seu desempenho no mês anterior.

Nesse aspecto, reprovações – tão comuns no caminho dos concurseiros – não devem ser vistas como fracassos, mas também devem funcionar como uma oportunidade para o candidato rever suas estratégias e ajustar a preparação. Afinal, depois de conquistada a vaga, ninguém mais se lembrará de quantas batalhas foram travadas; apenas da vitória final!

*Lia Salgado, colunista do G1, é fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”
Fonte: g1.globo.com

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Surpresa!!!

Surpresinha da Oficina para os alunos e professores... aguardem!!!


A nível de ou em nível de: qual é o certo?



Reinaldo Passadori ensina como não errar feio quando tais expressões entram em cena



Sabemos que precisamos equilibrar a formalidade e a informalidade quando se trata do uso da linguagem. No momento que escolhemos ser formais, significa que o ambiente pede a escolha mais adequada das expressões verbais e não verbais.
Falo sobre isso porque ao participar de uma reunião, vivenciei a seguinte cena: um jovem executivo foi questionado sobre os resultados de sua área, então o fatídico erro com o uso da língua portuguesa aconteceu quando ele respondeu: “a nível de reconhecimento de nossos clientes atingimos nosso objetivo, mas em nível de receita, não atingimos a meta”.
A expressão usada pelo jovem “a (em) nível de” é comum em situações informais, porém no ambiente corporativo, que nos encontrávamos, não é o recomendado e aceito. Além disso, essa locução não é aceita pelos nossos gramáticos, bem como a expressão em nível de.
A norma culta nos explica que na linguagem coloquial, as construções citadas acima têm significado aproximado de outras locuções, como “em âmbito”, “em termos de status”. Contudo, é melhor que o falante use palavras de sentidos indiscutíveis como “em relação a”, “em termos de”, para que não sofra constrangimentos em determinados ambientes sociais.
Então, quando optar pelo uso de orações como: “Em/A nível de capital, a Grécia está praticamente falida.”, diga: “A Grécia está praticamente falida, pois não tem capital.”


É importante ressaltar que o uso de “a nível de” está correto quando a preposição “a” está aliada ao artigo “o” e significa “à mesma altura”, exemplos:

a) Não posso dizer que quem mata está ao nível de pessoas que roubam, no que diz respeito às consequências.

b) Hoje, o Rio de Janeiro acordou ao nível do mar.
Da mesma forma, a expressão "em nível de" está utilizada corretamente quando equivale a "de âmbito" ou "com status de". Exemplos:
a) O plebiscito será realizado em nível nacional.
b) A votação da nova lei federal será feita em nível de direção.


A conclusão que devemos chegar é que as expressões por si não estão erradas, porém, o uso precisa estar alinhado ao contexto correto.




Reinaldo Passadori é CEO e fundador do Instituto Passadori – Educação Corporativa
Fonte: Exame.com


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O ENEM está chegando... Você já sabe o que levar no dia?

Veja abaixo os três itens que você não pode esquecer no dia


1- Para realizar a prova do Enem é necessário apresentar um documento de identificação original com foto. Documentos aceitos:
- Cédula de Identidade ou RG, emitida por Secretaria de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Militar ou Polícia Federal;
- Identidade expedida pelo Ministério das Relações Exteriores para estrangeiros;
- Identificação fornecida por Ordens ou Conselhos de Classe, que por lei tenham validade como documento de identificação;
- Carteira de trabalho e Previdência Social;
- Certificado de Reservista;
- Passaporte;
- Carteira Nacional de Habilitação com foto.
Em caso de perda de documento de identificação, o participante deve apresentar o Boletim de Ocorrência com data de, no máximo, 90 dias antes da data da prova.
2- Cada participante deve ter em mãos caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente. Ela é obrigatória para o Exame. O uso de outra cor impossibilita a leitura ótica do cartão de respostas.
3- Cartão de Confirmação da Inscrição. O mesmo foi enviado para cada participante até o final de Outubro. Caso não tenha recebido, acesse a página do Inep (http://sistemasenem2.inep.gov.br/localdeprova/home.seam). Tenha em mãos seu CPF e sua senha.
Obs.: A prova iniciará às 13:00h do horário de Brasília. Fique atento ao fuso horário de sua região. E tente chegar no mínimo uma hora antes do início da prova.

Nós da Oficina de Estudos te desejamos uma BOA PROVA!